sábado, 19 de junho de 2010

Causa e Consequência - Parte 4

Causa e Consequência: Não Culpem o Joelho – Parte 4.
Alexandre Franco

Mobilidade Multiplanar do Quadril.

Agora fechamos a série falando sobre a influência da mobilidade do quadril na manutenção da estabilidade do joelho.

Uma boa articulação do quadril (acetábulo – cabeça do fêmur) é aquela que gera movimento (corretamente, diga-se de passagem) nos planos sagital, frontal e transverso.

No plano sagital, vamos estimular o quadril gerar:

1. Hiperextensão – Para ativação completa do glúteo máximo, tão importante para manutenção da pélvis em posição neutra (qualidade de vida) quanto para o desenvolvimento de velocidade e potência neuromuscular.

(ACELERAÇÃO)



(VELOCIDADE)


2. Flexão – Para estimular dissociação entre quem move (quadril) e quem não move (lombar) e ativar ílio e psoas que tendem a perder sua função de flexor do quadril acima de 90 graus devido ao sedentarismo que toma conta da sociedade moderna.

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No Plano Frontal, estimularemos o quadril a gerar:

1. Abdução – Mais uma estrutura afetada pelo sedentarismo e pelo excesso de atividades no plano sagital. (Com esse bum! de maratonas e meia maratonas e triátlons e um monte de gente sem condições de estar suportando o volume dessas atividades, o que mais vemos são estruturas rígidas com dificuldade de gerar movimento). Os adutores precisam ser trabalhados, para que a articulação tenha capacidade de gerar movimento. Não tenho referências que possam comprovar esse argumento, mas acredito que muitos problemas na região do púbis (o futebol conhece bem isso) estão relacionados com disfunções na musculatura dos adutores do quadril. O agachamento lateral é a principal variação para alimentar esse padrão deficiente.
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No Plano Transverso, estimularemos o quadril a gerar:

1. Rotação Interna e Externa – De uma forma simples, é importante ensinar ao quadril a gerar esse movimento de forma limpa e equilibrada. De modo geral, rotadores externos tendem a ser mais tensos que internos (pé de bailarina é um bom exemplo). Ensinaremos esses movimentos, isolando o movimento de rotação sobre o fêmur fixo no chão (vídeo 1) e faremos uma variação do swing de perna mostrado no artigo anterior (vídeo 2), agregando movimento do quadril, tanto em rotação quanto em abdução.

(Vídeo 1)
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(Vídeo 2)
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Acredito que com essa série, é possível colocar em prática técnicas que irão trabalhar para a manutenção de um sistema equilibrado, estável aonde estabilidade for preciso e móvel aonde mobilidade for necessário.

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