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quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Mobilidade do Hálux - Parte 2

Continuando com o artigo, escrito pela Emily Splichal, sobre mobilidade do hálux. Nesta segunda parte o foco é em cima de avaliações da área. 

Aos que não leram a parte 1: Mobilidade do Hálux - Parte 1.





Mobilidade do Hálux: A Peça Vital para Longevidade do Movimento (Parte 2 - Avaliações Funcionais)

Emily Splichal


Nessa segunda parte vamos rever algumas técnicas de avaliação funcional para o hálux, para assegurar que estamos avaliando acuradamente e efetivamente a sua dorsiflexão. 

Se lembrarmos da parte 1, enfatizamos a interconexão entre mobilidade do hálux, estabilidade do primeiro raio e posicionamento da articulação subtalar. Lembrem-se desta interconexão à medida que formos analisando as técnicas de avaliação. Se não leram a primeira parte, recomendo que o façam antes de proceder na leitura desta parte 2.



Avaliação de Cadeia Aberta x Cadeia Fechada

Quando consideramos a dorsiflexão do hálux, sempre procuramos fazer avaliações de cadeia aberta e fechada. A razão é que em uma avaliação de cadeia aberta, teremos uma ideia da integridade articular e somos capazes de verificar qualquer crepitação articular ou alterações artríticas que podem estar presentes. Enquanto que em avaliações em cadeia fechada estamos avaliando a estabilidade funcional do pé, para ver se ela permite a dorsiflexão máxima do hálux. Uma não deveria ser feita sem a outra.



Passo 1 - Aparência Geral da Primeira Articulação Metatarsofalângica

Sembre comece olhando para a aparência da articulação, sem a descarga de peso.  

Existe algum joanete? Dependendo do tamanho do joanete pode ser afetada a integridade articular, assim como alterar o posicionamento do final da fase de apoio do pé no solo durante o ciclo da marcha.

Existe algum esporão na parte dorsal do pé? Na presença de artrite e de uma função articular alterada, o corpo começa a criar esporões ou osteófitos ao longo do aspecto dorsal da articulação.

Estes são vistos mais facilmente em um exame de raio-x, mas muitas vezes podemos vê-los e palpá-los ao longo da linha articular dorsal. Dependendo do grau dos osteófitos, eles podem começar a limitar a dorsiflexão do hálux durante o final da fase de apoio do pé no solo durante o ciclo da marcha.



Passo 2 - Integridade Articular


A seguir, você pode avaliar a saúde da articulação para determinar se qualquer mudança artrítica está presente. Ao mover o dedo para cima e para baixo, não somente estamos avaliando a mobilidade, mas olhando para a presença de crepitação, ou "osso com osso".

Neste passo, também se pode determinar se existe limitação na dorsiflexão em cadeia cinética aberta. Se existe alguma limitação em cadeia aberta, com certeza haverá limitação em cadeia fechada.




Passo 3 - Carga no Primeiro Metatarso

No passo 2 estamos simplesmente avaliando a integridade articular, mas não temos uma representação acurada da dorsiflexão do hálux.

Se você olhar para a figura do passo 2 (logo acima), verá que enquanto estou dorsifletindo o hálux a cabeça do primeiro metatarso faz uma grande flexão plantar. Este grau de flexão plantar não é possível quando se está de pé, já que seria bloqueada pelo solo quando caminhamos. Isso significa que a avaliação do passo 2 não se transfere para a dorsiflexão em cadeia fechada.


Para ter uma representação mais acurada da mobilidade em cadeia fechada, temos que colocar uma carga na cabeça do primeiro metatarso, como estou fazendo na figura à esquerda (N.T: Empurrando com o dedo). Isto imita o que acontece com o pé no solo, em cadeia cinética fechada. Agora faça a dorsiflexão do hálux para determinar sua mobilidade.




Passo 4 - Avaliação da Elevação do Calcanhar

Agora com o cliente em pé, começaremos a comparar os achados anteriores com a função em cadeia cinética fechada. A primeira avaliação é a elevação do calcanhar.

Não somente é uma grande avaliação para determinar a habilidade do pé de travar e tornar-se uma alavanca rígida - mas também nos permite analisar a alavanca do antepé do cliente.

Quando o cliente fica na ponta dos pés, analise a altura que ele é capaz de atingir - assim como a capacidade de permanecer sobre as cabeças dos 5 metatarsos das articulações metatarsofalângicas (N.T: Articulação entre as cabeças dos metatarsos e as falanges proximais. Também aparece a nomenclatura de metatarsofalangeanas).  

Na figura acima, eu gostaria de ver o cliente ficar um pouco mais medial, sobre o hálux, durante a elevação do calcanhar (N.T: Na foto podemos ver que existe uma descarga de peso mais lateral). Este achado da avaliação será comparado com a avaliação da marcha e a posição da fase final da fase de apoio na marcha (abaixo).



Passo 5 - Posição da Fase Final do Apoio na Marcha

A posição da fase final do apoio na marcha e a dorsiflexão do hálux são
provavelmente as avaliações mais importantes a serem feitas em relação ao hálux. Se o cliente tem uma boa dorsiflexão do hálux em todas as outras avaliações, mas não consegue realizar de maneira apropriada essa fase final do apoio na marcha, todas as outras avaliações se tornam irrelevantes (N.T: Está se referindo ao pé de trás, na foto ao lado).

Lembre-se, nosso objetivo é otimizar a função e não verificar se nossos clientes passam em avaliações estáticas.


Quando caminhamos, precisamos de no mínimo 30º de dorsiflexão do hálux. Se existe menos do que isso, ou a dorsiflexão não ocorre com a sincronia correta durante o ciclo da marcha, o resultado serão compensações. A mais comum que veremos ocorrer é os clientes assumirem o que é chamado de "LOW GEAR PUSH-OFF POSITION". (N.T: 
High Gear: seria uma posição onde o alinhamento está otimizado, permitindo um bom alinhamento, boa estabilidade do pé e a consequente eficiência aumentada ao empurrar o solo para se deslocar de maneira eficiente. 
Low Gear: ao contrário, seria uma posição onde aparecem compensações, não permitindo uma dorsiflexão do hálux, com a consequente falta de estabilidade do pé e ineficiência ao empurrar o solo para se deslocar. Na foto acima está um exemplo do que seria esta posição, o que ela chama de Low Gear. Podemos ver que o quadril de trás está em rotação externa e que não existe a dorsiflexão do hálux).

Essa posição parece com a imagem acima e é associada com um pé instável. Se você se lembra, durante a fase final de apoio na marcha precisamos da máxima rigidez do pé para permitir produção de potência. Na parte 3 desta série estaremos focando no LOW GEAR PUSH-OFF.



Passo 6 - Dedo sob o Hálux/Avaliação da Articulação Subtalar

Certamente eu poderia colocar um nome mais técnico nesta avaliação, mas acho que "dedo sob o hálux" é mais fácil de lembrar. Nesta avaliação eu gosto de demonstrar aos clientes e profissionais o impacto que a articulação subtalar tem na estabilidade do primeiro raio e na dorsiflexão do hálux. 

Na cliente acima, vimos através das diferentes avaliações que ela tem boa dorsiflexão em cadeia aberta com boa integridade articular (sem crepitação). Quando ela fica em pé e faz o teste de elevação do calcanhar, começamos a ver um desvio do peso corporal se afastando do hálux. Além disso, durante a marcha, ela assume uma "LOW GEAR PUSH-OFF POSITION" - tudo isso indicando um comprometimento da dorsiflexão funcional do hálux.

A próxima avaliação que faremos é para determinar se a limitação da dorsiflexão do hálux é direcionada pela falta de estabilidade do primeiro raio, para isso faremos o teste do dedo sob o hálux

Faça com que o cliente fique em pé em uma posição relaxada do calcanhar. No caso da nossa cliente, você pode ver que ela prona de leve o pé em uma posição destravada (N.T: Unlocked em inglês). Lembre-se que idealmente queremos avaliar a posição da articulação subtalar na visão posterior, não de frente como na foto à direita.


Quando o cliente está em uma posição com o pé "destrancado" e relaxado, avaliamos a dorsiflexão do hálux ao tentar colocar o dedo sob o hálux. Advirta o cliente para permanecer relaxado e não lutar contra ou tentar assisti-lo de nenhuma forma. 

Na figura logo acima, você pode ver que eu mal coloco meu dedo sob o dedão da cliente. Isto é uma quantidade insuficiente de dorsiflexão do hálux. Deveríamos ser capazes de colocar o dedo inteiro sob o dedão.

O que faremos a seguir é colocar o pé em uma posição neutra. Esta posição neutra da articulação subtalar irá fazer com que o primeiro raio adquira uma posição estável e faça com que o fibular longo trabalhe de maneira adequada, como parte da linha espiral, como vimos na parte 1 desta série (N.T: Ela aplica uma rotação externa na tíbia/fíbula, reposicionando a subtalar)

A partir daí, iremos reavaliar a dorsiflexão do hálux com o teste do dedo sob o hálux.


Você pode ver na figura à esquerda que ao estabilizar a articulação subtalar e o primeiro raio, houve uma grande melhora na dorsiflexão do hálux.

Esta avaliação começa a guiar minha abordagem com esta cliente.

Meu foco precisa resgatar a estabilidade e a função da articulação subtalar se eu quiser otimizar sua dorsiflexão do hálux durante movimentos em cadeia fechada.

Na parte 3 começaremos a explorar a programação mais efetiva para melhorar a dorsiflexão do hálux. Por favor, lembrem-se que as técnicas de avaliação são projetadas para provocar a reflexão. Elas não têm intenção de ser definitivas em diagnosticar disfunção no hálux. Uma avaliação completa incluiria imagens, como as proporcionadas por Raio-X, para que tenhamos uma verdadeira perspectiva da saúde da articulação.

Para antecipar a terceira parte desta série, assistam o vídeo abaixo sobre a discussão de HIGH GEAR X LOW GEAR PUSH-OFF POSITIONS.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Mobilidade do Hálux - Parte 1

Artigo do site Evidence Based Fitness Academy, escrito pela Emily Splichal, desta vez falando sobre um tópico ao qual não prestamos muita atenção; a mobilidade do hálux. Nesta primeira, de 3 partes, ela enfoca a anatomia estrutural da região.





Mobilidade do Hálux: A Peça Vital para Longevidade do Movimento (Parte 1 - Anatomia)

Emily Splichal


No final de semana passado eu fui afortunada de apresentar no Perform Better Summit em Providence, Rhode Island (N.T: Tradicional congresso realizado todos os anos pela empresa Perform Better, ocorre em 3 locais: Providence, Chicago e Long Beach). Esse evento educacional de 3 dias é feito pelos melhores educadores e mais entusiásticos profissionais da indústria. Um tema comum em algumas palestras foi a associação entre função e a mobilidade do hálux (N.T: Dedão do pé em uma linguagem mais popular)

O processo aparentemente simples de dorsiflexão do hálux durante a fase terminal de apoio da marcha é na verdade bastante complexo; e se a mobilidade do hálux está comprometida, isto pode causar uma enorme quantidade de compensações e padrões de dor. 

Neste artigo, em 3 partes, iremos começar a explorar como esta articulação é estabilizada e simples técnicas de avaliação e programação que podem ser facilmente implementadas com seus clientes e atletas.


A Primeira Articulação Metatarsofalângica
Primeira articulação metatarsofalângica (pé direito)

Formada pela cabeça do primeiro metatarso e base da falange proximal, esta articulação em dobradiça permite progressão no plano sagital durante a caminhada, corrida, saltos, etc.

Com os movimentos de flexão plantar e dorsiflexão, o movimento terminal durante o final da fase de apoio da marcha (N.T: Quando o pé deixa o solo, retratado na primeira figura acima. Em inglês eles usam o termo "push-off") requer ao menos 30º de dorsiflexão, mas possuir perto de 65-75º de dorsiflexão é o ideal.
Dorsiflexão limitada do hálux nessa fase pode ser associada com "LOW-GEAR PUSH-OFF POSITION", elevação precoce do calcanhar, sobrecarga nos adutores e falta de ativação do glúteo máximo.
(N.T: Low Gear Push-Off, não encontrei um bom termo para tradução desta expressão; push-off seria a fase terminal de apoio da marcha. Na parte 3 a autora entra em detalhes sobre a diferença entre High Gear Push-off e Low Gear Push-off. 
High Gear: seria uma posição onde o alinhamento está otimizado, permitindo um bom alinhamento, boa estabilidade do pé e a consequente eficiência aumentada ao empurrar o solo para se deslocar de maneira eficiente. 
Low Gear: ao contrário, seria uma posição onde aparecem compensações, não permitindo uma dorsiflexão do hálux, com a consequente falta de estabilidade do pé e ineficiência ao empurrar o solo para se deslocar.
Podemos ver a diferença na imagem abaixo, retirada do vídeo da parte 2 desta série de artigos).
2 posições: High Gear (à esquerda) e Low Gear (à direita). Podemos ver a diferença entre as duas; na imagem da esquerda existe a dorsiflexão do hálux, na da direita não há a dorsiflexão e o quadril está em rotação externa.



Complexidade da Dorsiflexão do Hálux

Num primeiro olhar, a dorsiflexão da primeira articulação metatarsofalângica (N.T: Ou metatarsofalangeana, vejo das duas formas) parece bastante simples e baseada em aumentar a ênfase no hálux - esse é o enfoque em muitas palestras que vejo - Penso que é imperativo que os profissionais entendam realmente esta articulação e a complexidade associada com a dorsiflexão do hálux. Melhorar a dorsiflexão requer muito mais do que simplesmente integrar alongamentos para o hálux ou colocar uma cunha sob o dedão.

Então aí vamos nós.


Em movimentos de cadeia fechada como a caminhada, a fase propulsiva da marcha é a fase em que a máxima dorsiflexão do hálux é requerida. Enquanto o pé se prepara para a grande quantidade de produção de potência durante a propulsão, o flexor longo do hálux entra em ação, ancorando o aspecto distal do hálux ao solo.

Este hálux fixado, fornece uma base estável ou alavanca para propulsão, permitindo portanto, à cabeça do metatarso se mover relativa à base da falange proximal (ver figura logo acima).


Rolamento, Deslizamento e Compressão

Se esmiuçarmos ainda mais a dorsiflexão do hálux, veremos que nos primeiros 20º de dorsiflexão - a cabeça do primeiro metatarso rola sobre a base da falange proximal.

Os próximos 10-50º de dorsiflexão requerem que o primeiro metatarso faça uma flexão plantar relativa à base da falange proximal, criando um movimento de deslizamento enquanto o pé se move sobre o hálux. 

O estágio final da dorsiflexão do hálux é a fase de compressão, que sustenta a articulação em uma posição estável.

Para repetir, a cada passo que damos, o movimento do hálux na fase final de apoio da marcha requer um padrão de movimento coordenado de rolamento, deslizamento e compressão da cabeça do primeiro metatarso relativa à base da falange proximal. Se a sincronicidade é modificada ou a cabeça do primeiro metatarso não pode fazer uma flexão plantar relativa à falange proximal, então a dorsiflexão do hálux será limitada, resultando em compensações.


Então como asseguramos um rolamento, deslizamento e compressão apropriados?

Estabilidade do primeiro raio! 

Das fases acima, a mais importante seria a de deslizamento ou a flexão plantar da cabeça do primeiro metatarsal relativa à base da falange proximal. 

Então a questão deveria ser - como asseguramos que a cabeça do primeiro metatarsal faça a flexão plantar relativa à base da falange proximal?
Para responder esta questão nós precisamos saber que músculo faz a flexão plantar do primeiro metatarso.

Para aqueles que fizeram meus cursos: Barefoot Training Specialist (N.T: Uma tradução aproximada seria "Especialista em Treinamento Descalço") - especialmente o nível 2 - deveriam lembrar que o músculo que faz a flexão plantar do primeiro metatarso é o fibular longo.





Se estendendo ao longo do aspecto lateral da parte inferior da perna, atrás do maléolo lateral e sob o cubóide, este músculo se insere na base do primeiro metatarsal e ao cuneiforme medial.



Se olharmos mais de perto a inserção do fibular longo, veremos que ele tem 90% de sua inserção na base do primeiro metatarso e somente 10% no cuneiforme medial. Esta inserção controla a articulação entre o metatarso e o cuneiforme - ou o que chamamos de 1º Raio.





Se juntando ao tendão do fibular longo no lado medial está o tibial anterior, com ambos contribuindo para a Linha 
Fascial Espiral.
                






Primeiro Raio/Estabilidade do Metatarso/Cuneiforme

Com o tibial anterior e o fibular longo como antagonistas diretos um do outro, o equilíbrio entre estes dois músculos é crítico para a estabilidade do primeiro raio ou para a dorsiflexão do hálux. 

Se por alguma razão biomecânica ou neuromuscular, o tibial anterior é mais ativo ou dominante comparado ao fibular longo, então o primeiro metatarsal (primeiro raio) começa a dorsifletir.

Se o primeiro metatarso está dorsifletido, então a fase de deslizamento da dorsiflexão do hálux não pode ocorrer e teremos uma compressão prematura da primeira articulação metatarsofalângica, dorsiflexão limitada e compensações.




Então como asseguramos o equilíbrio entre o tibial anterior e o fibular longo?

Para responder esta questão precisamos analisar a parte de trás do pé, onde acharemos a articulação subtalar. A posição desta articulação dita em grande parte a estabilidade não somente da parte de trás do pé, mas do pé como um todo.


A eversão da articulação subtalar é frequentemente associada com hipermobilidade, flexibilidade e instabilidade do pé. Frequentemente também ocorrem problemas em travar ou estabilizar o pé de uma maneira coordenada. A eversão da articulação subtalar (como indicada na figura ao lado) também faz com que o tendão do fibular longo fique "folgado", dando, portanto, uma vantagem mecânica ao tibial anterior.

Uma vez que é dada esta vantagem ao tibial anterior, o primeiro metatarso começa a entrar em dorsiflexão, a estabilidade do primeiro raio é comprometida e a dorsiflexão do hálux é limitada.  

Mas se você tem um cliente com uma dorsiflexão do hálux limitada e ele tem uma posição neutra da articulação subtalar? Aí e onde o entendimento de técnicas de avaliação em cadeia cinética aberta e fechada é importante.

Na parte 2 desta série exploraremos como avaliar a diferença entre causas estruturais e funcionais da limitação da dorsiflexão do hálux. 

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Princípios do Movimento - Número 10 (final)

Após um bocado de tempo as adaptações dos Princípios do Movimento chegaram ao fim.
Agradeço a todos os amigos que ajudaram na tarefa.
Um grande abraço a todos.

Aos que não leram ainda os capítulos anteriores, aqui vão os links:
- Princípios do Movimento #1
- Princípios do Movimento #2
- Princípios do Movimento #3
- Princípios do Movimento #4
- Princípios do Movimento #5
- Princípios do Movimento #6
- Princípios do Movimento #7
- Princípios do Movimento #8
- Princípios do Movimento #9

Boa leitura aos amigos.



Princípios do Movimento #10
Gray Cook

Princípio 10: "A rotina de prática de exercícios auto-limitantes pode manter a qualidade de percepção de nossos movimentos e preservar a adaptabilidade única que o mundo de conveniências moderno corrói."

Quando as correções fizeram seu trabalho, é tempo de voltar ao treino, esta é a sua oportunidade de prever problemas futuros. A inclusão de exercícios auto-limitantes na parte principal do programa de exercícios, ou na preparação, ou ainda, na parte final de volta a calma, pode auxiliar a manter autênticos padrões de movimento. Uma vez que exercícios auto-limitantes oferecem grandes desafios, você pode criar situações para usá-los como uma forma de se divertir ou como uma competição contra si.

Isto é o que espero que as pessoas entendam ao lerem o meu livro (N.T: o livro é o Movement), porque se elas pararem de ler estes princípios no 9º princípio, ficarão com a impressão que Gray Cook é um nerd dos exercícios corretivos que não aprecia um treino de força fodão como um feito atlético excepcional.

Eu gosto disso. Já tive acidentes. Me machuco o tempo inteiro. Sou muito a favor de superar os limites. Realmente desejo que as pessoas explorem o máximo da capacidade física que possuem. 
Se você fez seu dever de casa e ajustou o corpo direitinho, vá lá fora e tenha alguma diversão. Corra uma maratona. Uma ultramaratona. Lute contra alguém. Jogue golfe. Faça o que quiser.

Porém, exercícios auto-limitantes são opostos em 180º à subir em uma esteira, ligar o iPod e de maneira cega bancar o rato em uma roda.

Exercício auto-limitante é equilibrar-se em uma viga. É fazer um press bottom up (N.T: Press feito com o fundo do kettlebell para cima) ou um Turkish getup.
Press bottom up

Turkish Get Up


É fazer movimentos de ginástica olímpica (N.T: Nunca vou me acostumar com a nova nomenclatura de Ginástica Artística). Estas são coisas que requerem um comprometimento corporal. Este comprometimento realmente fecha um círculo na situação corpo-mente.

Aqui vai meu lance se alguém tem uma disfunção. Nosso padrão para isso é: Nenhum escore abaixo de 2 (N.T: Referindo-se ao sistema de pontuação adotado nos testes do FMS que vai de 1 a 3), nenhum escore assimétrico (N.T: 1 em lado e 3 no outro por ex.) ou nenhuma dor apresentada na realização de algum teste (N.T: Dor na realização é indicado pelo escore zero no sistema de pontuação). Se há alguma disfunção, trabalhe nisso. Elimine-a. Conserte ou consiga alguma ajuda. Uma vez que esta pessoa esteja acima do ponto de corte, não é necessário passar 6h da semana fazendo autoliberação miofascial e exercícios corretivos. Certifique-se que a correção das disfunções é sólida e que você realizou uma mudança.

Algumas das atividades que coloquei no livro Movement são verdadeiros exemplos de exercícios autolimitantes onde é requerido comprometimento, assim como uma boa mistura de mobilidade e estabilidade. Use alguns destes exercícios em sua rotina semanal para realmente desafiar todas as diferentes faculdades que você reuniu ao recapturar um pouco de seus movimentos. Faça isto ao invés de se tornar um viciado em corretivos. 


Eu gosto de pensar que algumas vezes por ano eu entro em forma após todas essas viagens por aí. Meu FMS não é lá grandes coisas, mas é adequado. Sem nenhum alongamento ou autoliberação miofascial. Eu consigo manter bons movimentos apenas fazendo alguns Turkish Get Ups em cada lado, quer eu esteja fazendo treino de força, stand up paddle ou dando uma corridinha.

Todos os planos e padrões de movimento estão no Turkish Get Up. Muitos deles são também como a saudação ao sol da ioga. Pegue algo que funciona para você e faça. Nem tanto como estratégia de correção, mas por ser autolimitante.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Princípios do Movimento - Número 9

Penúltimo capítulo da saga no ar, este com a participação do meu amigo Prof. Rodrigo Nascente
Aos que não leram ainda os capítulos anteriores, aqui vão os links:
- Princípios do Movimento #1
- Princípios do Movimento #2
- Princípios do Movimento #3
- Princípios do Movimento #4
- Princípios do Movimento #5
- Princípios do Movimento #6
- Princípios do Movimento #7
- Princípios do Movimento #8

Boa leitura aos amigos.

Princípios do Movimento #9
Gray Cook

Princípio 9: "A dosagem da receita de exercícios corretivos sugere que trabalhemos perto dos parâmetros, no limite da habilidade e com um objetivo claro. Isso deveria produzir uma experiência sensorialmente rica, preenchida com erros administráveis" 

Nosso real objetivo é o conhecimento silencioso - sem palavras, apenas melhor percepção e comportamento do movimento. Em The Voice of Knowledge (N.T: Seria algo como A Voz do Silêncio em português), o ex-médico Miguel Ruiz discute o conhecimento silencioso do corpo com eloquência e clareza. Ele declara: - Seu fígado não precisa ir a escola de medicina para saber o que fazer.






Podemos expandir esta simples e brilhante declaração sobre os sistemas de movimento também. Estes sistemas usam naturalmente suas percepções para criar comportamentos e seus comportamentos para refinarem suas percepções. Seus abdominais, diafragma e assoalho pélvico sabem o que fazer e como trabalharem juntos se você deixar. Por isto que não precisamos fazer um trabalho especializado de core com crianças. Sua curiosidade natural direciona à exploração, e sua falta de controle de movimento exige coordenação ao saírem para explorar o mundo ao redor. Então a exploração requer movimento, e elas trabalham no movimento para conseguirem explorar. 

Quando seus clientes e pacientes aparecem em cena com disfunções de movimento, você não pode abandoná-los à mãe natureza, porque por muito tempo eles tem trabalhado contra ela. Afim de ajudá-los é preciso quebrar um comportamento e reiniciar uma experiência. A partir da experiência você irá desenvolver a estratégia correta.

Erros administráveis significam erros administrados por pessoas aplicando exercícios. Esses erros não serão administrados se dispararmos um sinal de alerta a cada vez que o indivíduo balançar ou não estiver muito firme. Erros administráveis significam que embora o movimento não pareça lá muito bonito, esse indivíduo não está alimentando uma disfunção.
Todo propósito de se aplicarem exercícios corretivos é melhorar a qualidade do movimento em um padrão em particular. Por que se dar ao trabalho de fazê-lo quando não há um parâmetro qualitativo de movimento?

Isto me lembra minha estória. Eu já estava dando palestras ensinando exercícios funcionais e corretivos antes de ter inventado o FMS (N.T: Functional Movement Screen ou em uma das adaptações para a a nomenclatura em língua portuguesa: Análise 
Funcional de Movimento). De repente uma luz se acendeu na minha cabeça. Eu olhei para as 50 pessoas que me olhavam de volta em busca de conselhos sobre exercícios corretivos e treinamento funcional e pensei: - Meu Deus, eles não tem as mesmas medidas para analisarem qualidade de movimento. 

O que pensei foi: - Eu tenho essas ideias a respeito do que movimentar-se bem significa, mas ainda não tenho uma padronização. Temos de padronizar o que significa qualidade mínima de movimento.

Existem muitas pesquisas que dão suporte à Análise de Movimentos. A maioria das pesquisas dizem que as pessoas deveriam ser capazes equilibrarem-se sem muito movimento postural (N.T: No sentido de movimentos exagerados em busca de manter o equilíbrio) por 10 a 20 segundos em uma base unipodal. Bem, para realizar o passo sobre a barreira leva-se de 3 a 5 segundos (N.T: Passo sobre a barreira, hurdle step no original em inglês, é um dos 7 testes que compõem o FMS). Se o indivíduo não consegue ao menos realizar o passo sobre a barreira, estou totalmente convencido que este indivíduo possui uma postura unipodal disfuncional ou não tem mobilidade suficiente para ultrapassar a barreira.
Passo sobre a barreira (hurdle step)

Não importa muito qual desses problemas o indivíduo tem - ele tem um problema naquele padrão de movimento. Se eu for corrigir este padrão de movimento, agora eu sei quão ruim o problema é e temos uma escala de classificação para seu problema. Tudo que eu fizer com a esperança de melhorar sua postura unipodal ou a mobilidade da perna que ultrapassa a barreira, estará focada no que pode o estar impedindo de realizar o passo sobre a barreira (N.T: Ou seja, temos um parâmetro, no caso do exemplo o padrão é o passo sobre a barreira, pode-se aplicar uma estratégia, retestar e ver o que realmente funciona).

Uma das perguntas que sempre me fazem é: - De onde você tira todas essas inovações em exercícios? De onde tira todas essas idéias e como é que eu nunca vi alguém usar chops, lifts (N.T: Chop é a diagonal de cima para baixo e lift a diagonal de baixo para cima, como mostrados na figura abaixo) e levantamentos terra unilaterais assim antes?


Chop e lift


Levantamento terra unilateral


Não é porque eu iniciei pensando como penso hoje. Eu costumava fazer o que todos eramos ensinados a fazer. Mas uma vez que estabeleci um parâmetro para a qualidade de movimento eu estive sempre tentando me ater a estes parâmetros, eu percebia algo que supostamente deveria melhorar o agachamento, mas que na realidade não melhorava. Algo que supostamente deveria melhorar a mobilidade de ombros, mas que não durava. Eu tinha este gênio no meu ombro dizendo: - Ei você tem está analise de movimento. Você está jogando todos estes bem definidos e claros exercícios, porém estes não estão mudando o movimento.

Então eu alcancei um dilema profissional. Então eu tinha que ou jogar o FMS no lixo porque estava me dizendo a coisa errada, ou questionar toda uma filosofia de exercícios. 
E sabe do que mais? Eu não acho que o FMS esteja realmente pedindo tanto.

Normalmente existe muita dificuldade com o FMS, mas quando analisamos isso em teoria, não deveria ser assim tão difícil. Levante uma perna, agache profundo, dê um passo por sobre uma corda, coce suas costas (N.T: se refere às tarefas a serem realizadas nos 7 testes do FMS). Estas coisas não são assim tão difíceis. 

Nos tornamos tão míopes em nosso treinamento ou tão especializados e perdemos um certo aspecto de nossa mobilidade física. De repente: - Oh meu Deus. Como obtemos isso de volta?

Se você realmente considerar o que melhora e o que não melhora o movimento, começará a desenvolver exercícios da mesma forma que eu fiz. Eu bani todos exercícios que não me dessem uma rápida ou apreciável mudança em um padrão de movimento. 

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Princípios do Movimento - Número 8

Aos que não leram ainda os capítulos anteriores aqui vão os links:
- Princípios do Movimento #1
- Princípios do Movimento #2
- Princípios do Movimento #3
- Princípios do Movimento #4
- Princípios do Movimento #5
- Princípios do Movimento #6
- Princípios do Movimento #7

Princípios do Movimento #8
Gray Cook

Princípio 8: "Precisamos desenvolver performance e habilidade considerando cada camada de uma progressão natural de desenvolvimento e especialização do movimento. Este é o modelo da pirâmide de competência, capacidade e especialização".


N.T: Modelo da Pirâmide de Performance: a base representa a competência no movimento, o meio a capacidade e o topo a especialização



Tente manter isto simples, mesmo quando estiver usando o modelo da pirâmide. Em primeiro lugar, direcione a conversa para longe da perfeição e da performance exemplar e redirecione para um foco de um mínimo de competência usando a pressão arterial como exemplo. Quando avaliamos a pressão arterial de um grupo de pessoas, não estaremos procurando por um número perfeito em termos de pressão arterial - estamos procurando por sinais de alerta. Sem pensar muito, provavelmente separaríamos o grupo em: alto risco, valores limítrofes e baixo risco.

Por que não podemos iniciar nossas conversas a respeito de movimento da mesma maneira? Atire 3 termos quando discutir os tópicos reabilitação, exercício ou treinamento: Estamos falando de competência, capacidade ou especialização? Normalmente receberá de volta um olhar confuso, mas esta é uma bela maneira de começar a conversa. Isso força perspectiva. Isso força a consideração de princípios.

Cada um destes níveis de movimento precisa ter uma competência mínima, e em uma ordem progressiva.


Competência


Capacidade


Especialização


Competência:   
Isso testamos com a análise de movimento (N.T: O já célebre FMS: Functional Movement Screen). Se a análise revela revela dor ou disfunção na forma de limitações e assimetrias, existe um problema de competência de movimento. Alternativamente, existe um problema de aptidão básica de movimento, escolha o termo que preferir, mas mantenha o ponto. Competência adequada, sugere qualidade aceitável dos movimentos fundamentais.

Capacidade:   
Capacidade é medida usando testes padronizados para capacidade física utilizando-se de dados normativos específicos à uma população em particular ou categoria de atividade. Jogadores de futebol americano são comparados com seus pares, assim como golfistas são comparados com golfistas. Se a competência de movimento está presente e estes testes de capacidade revelam limitações de força muscular, potência ou resistência, existe um problema fundamental de capacidade física. Capacidade adequada, simplesmente sugere quantidade de movimentos fundamentais aceitáveis.

Especialização:   
Treinadores e especialistas avaliam habilidade com o uso da observação (N.T: Os nossos olheiros de futebol de campo por exemplo), testes especiais, exercícios de habilidade e estatísticas se estiverem disponíveis.  Se a capacidade está presente e os testes e estatísticas revelarem limitações na performance de habilidades específicas, existe um problema de especialização. 
Especialização adequada, simplesmente sugere habilidades de movimentos especializados aceitáveis.

Esta é uma maneira de discutir a pirâmide de performance sem um diagrama. É também uma grande maneira de ver se existe uma apreciação do continuum natural de desenvolvimento que produz o movimento humano.

Um aviso porém: Não podemos nos tornar exigentes demais, exigindo total perfeição nos escores do FMS. Procure por deficiências em cada nível de movimento. Nosso objetivo final é identificar o elo mais fraco, porque as vezes o problema não é a qualidade do movimento. É uma deficiência de capacidade física ou pouca habilidade especializada que está causando problemas.

Introduzi primeiramente este conceito no livro Athletic Body in Balance. Usei isto simplesmente como um veículo de comunicação visual para discutir a lógica por trás de se buscar movimentos fundamentais primeiro, fazendo muito desses movimentos e desenvolvendo através deles algum degrau de capacidade física e resistência. Então após isso teríamos como alvo correr, saltar, escalar, arremessar, etc.


A hierarquia demonstra como uma atividade fundamental suporta a próxima e como esta próxima atividade: força, potência, resistência, dentre outras, suporta a aquisição de habilidade. A aquisição de habilidades em arremessar, dançar, chutar, saltos acrobáticos, ginástica artística, movimentos de lutas, requerem prática.


Se você tem apenas estabilidade, integridade e força suficientes para atingir um baldinho de bolas de golfe diariamente, nunca será um bom golfista. É necessário muito mais tempo. Se tem tempo apenas para praticar 2 movimentos de luta por dia, jamais vencerá uma luta. 


Desenvolva eficiência nos movimentos em primeiro lugar (mobilidade e estabilidade fundamentais) e não lute connsigo mesmo ao movimentar-se, então desenvolva integridade física em algum grau para que possa levantar pesos, girar, saltar e dominar seu peso corporal.

Agora que desenvolveu um tanque de combustível grande o suficiente, você pode entrar na área das habilidades, sejam elas: ginástica olímpica, MMA, dança, golfe, tênis,  etc. e aprenda a desenvolver suas habilidades.

Não que esses programas motores constroem apenas segurança, durabilidade, alinhamento e integridade. Eles também literalmente fornecem uma reserva física para fazer múltiplas repetições com integridade antes de começar a falhar na boa postura. Qualquer prática que se faça depois disso significa que se está aprendendo a se mover de maneira errada (N.T: Através da má postura).

Quando eu falo a respeito dessas camadas, isso não significa que se o seu interesse é golfe você não possa começar a dar umas tacadas agora mesmo. No entanto, não invista em passar 3 horas dando tacadas se você só tem a capacidade física para passar somente 30 minutos praticando corretamente. Invista tempo também para desenvolver a integridade de um sistema que suporte a sua prática. 

Por exemplo, digamos que você seja avaliado usando alguns testes de performance, alguns testes de habilidades e o FMS, e aconteça de seu escore no FMS ser horrível. Você realmente não consegue se mover bem.

Mas sua força muscular é muito boa, você pode saltar bem alto. Você definitivamente tem explosão. Tem uma resistência moderada. E consegue encestar todas da linha dos 3 pontos. Você é um jogador de basquete muito bom. Consegue fazer ótimas bandejas e muitos poderiam afirmar: - Por que apesar de tudo isso ainda nos preocupamos com o escore do FMS?

O FMS nos diz, a partir da maioria das pesquisas que temos, que sem integridade destes movimentos fundamentais você está perdendo algo. Está perdendo a durabilidade que existe quando os movimentos fundamentais estão adequados. Existe uma classificação dessa durabilidade, significando que o risco de lesões aumenta quando o escore do FMS é baixo.

Segundo, existe uma adaptabilidade física. Nós vemos grandes atletas que não possuem um grande escore no FMS. No entanto, vemos também uma de duas coisas: É difícil para eles mudarem seu jogo e adaptarem-se a novas coisas ou tem alto risco de lesão. Ambos os pontos nos trazem de volta a questão de melhorar a fundação, e o que descobriremos é aumento da eficiência ao fazê-lo.

A partir disso, você poderá jogar ou praticar por mais tempo sem fadiga, a resistência aumentada a fadiga permitirá uma prática com mais integridade. Praticar com mais integridade reduz os micro-traumas, a chance de se lesionar ou de um acidente diminui.

Estás camadas constantemente se inter-relacionam. Se puder rever os livros Athletic Body in Balance e Movement, irá descobrir diferentes perfis da pirâmide: Pirâmide com Excesso de Potência, Pirâmide com Falta de Potência (N.T: O Manual da Certificação Internacional FMS - Nível 1 traz esse assunto em detalhes também, no Brasil a certificação está sob a responsabilidade da Dra. Carla Sottovia).


N.T: Pirâmide com Excesso de Potência, retirado do Manual da Certificação Oficial FMS no Brasil.



N.T: Pirâmide com Falta de Potência, retirado do Manual da Certificação Oficial FMS no Brasil.


Isso cria uma metáfora em que muitos dos nossos clientes, atletas e pacientes se encaixam. Nos dá uma construção lógica e um modelo que nos diz exatamente o que fazer. Precisamos dar as pessoas um bom alicerce.

Por outro lado se o alicerce é bom, mas você não está praticando a parte técnica, de habilidade o suficiente, então este é o problema (N.T: No caso de atletas, claro.)